<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543</id><updated>2012-01-18T18:30:26.572-08:00</updated><title type='text'>Felicidade Vermelha</title><subtitle type='html'>Este blog se destina ao doce prazer de escrever aos amigos e à família. Compartilhar fotos, textos, idéias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-2220214305518954086</id><published>2012-01-09T13:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T13:51:11.983-08:00</updated><title type='text'>Feiticeira</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Murmurava algumas palavras incompreensíveis quando a conheci, não sei bem com quem ou o que falava, ou se era consigo mesma, era muito baixo, suave, belo. Tinha os olhos grandes, levemente rasgados nas laterais, com cílios longos e infinitamente finos, negros, sobrancelhas grossas, precisas, que pareciam desenhadas a dedo, pequeno nariz arrebitado acima de lábios pequenos e finos, mas bem rosados, que pareciam se abrir num cínico sorriso, mas sem sorrir. A pele era morena, naturalmente queimada pelo sol, e os cabelos castanhos avermelhados, desalinhados, ondulados, cobriam parte do rosto. Era uma figura estranhamente linda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Quando a encontrei, estava no pequeno jardim de minha casa, sentada numa pedra, e distraída murmurava, como já relatei. Não percebeu logo minha presença, ou não demonstrou perceber. Vestia uma longa saia florida e uma túnica branca, deixando a mostra, displicentemente, seus seios volumosos. Perguntei-lhe o que desejava e se poderia ajudá-la de alguma forma. Foi assim que encarou-me firmemente, e senti como se a vida passasse em seus olhos, explicou-me que estava apenas distraída em meu jardim, parara por acha-lo encantador com tantas flores silvestres, diferente dos outros, que sempre exibiam flores exóticas e exuberantes. Percebi então que o jardim ganhara um colorido diferente do que já vira, parecia iluminado artificialmente, suas flores eram realmente delicadas, modestas, mas encantadoras, e agora eram muitas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Acho que ela percebeu minha admiração, e comentou que isso era normal, as pessoas não se atentavam ao próprio jardim. E claro, percebeu também meu encantamento por ela, pois sorriu timidamente, levantou-se, disfarçou a transparência de sua roupa com os braços. Perguntei se não era daquele lugar, pois nunca a vira por ali, apesar de também estar há tão pouco tempo, disse-me que viera apenas visitar seus pais, que moravam na última rua da quadra, uma casa humilde e branca, com um jardim de margaridas. E realmente eu já vira aquela casa, pois chamava atenção de todos, por destoar da exuberância das outras ao redor e no entanto mostrar-se tão imponente com suas paredes antigas e grotescas, com cortinas leves, rendadas, que sempre pareciam nos vigiar. Já ouvira inclusive alguns moradores falarem que os donos daquela casa eram estranhos, alguns tentaram comprá-la oferecendo pequenas fortunas, e eles nunca aceitaram, diferentes dos antigos vizinhos. Vi então que ela me olhava, meio que curiosa com meus pensamentos, e me perguntou de onde viera. Expliquei-lhe que morava na capital, lugar muito tumultuado para um jovem pintor, e que encontrara aquela casa simples, deixada por meus avós, e resolvera mudar-me, alterando radicalmente meu ritmo de vida. Não percebi logo, mas em instantes estava relatando toda a minha vida, em detalhes, e com prazer, como jamais fizera com pessoas conhecidas, e muito menos estranhas. Ela parecia se deliciar, o que tornava tudo mais encantador, mas não deixou transparecer julgamentos ou qualquer sinal de querer encerrar a conversa. O convite para que entrasse surgiu naturalmente, e logo estávamos sentados à mesa da cozinha, tomando café amargo e falando sobre arte. Quis ver meus trabalhos, mesmo os inacabados, fez comentários sinceros e displicentes. Pude admirá-la melhor, o que achei bom. Suas mãos eram pequenas, com unhas curtas, pareciam roídas. Era pequena, mas não menos imponente, tinha a sensação de que sua presença preenchia todo o ambiente, assim como seu cheiro, que não era doce, nem forte, mas inebriante, como de flores silvestres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;As horas passaram sem que percebesse, logo o sol já se fora e as primeiras luzes da cidade começaram a se acender. Pensei em acender as luzes da casa, mas achei que isso talvez desfizesse o encantamento do momento. Então resolvi acender apenas uma luminária do canto do ateliê. Foi o suficiente para ver que os olhos dela brilhavam muito, repousados sobre meu rosto. Logo voltamos a falar das pinturas, de meus rabiscos, e vi que até aquele momento não sabia praticamente nada sobre ela, aquela criatura tão feminina e linda. Comentei isso com ela, que apenas sorriu e disse que não haveria necessidade, pois nada tinha de encantador para me contar, como a arte. E vi seus lábios abrirem num leve sorriso maroto, como de quem fizera algo terrível, mas que ninguém teria coragem de punir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;O abraço foi, diferente de tudo até então, forte e sufocante, como de amantes que há muito tempo não se veem. Senti meu peito apertado, e sabia que nunca mais conseguiria me afastar daquela mulher. Senti sua boca úmida encostar em meus lábios, e os seios entumescidos encostarem em meu peito. Agarrei-a com força, como se fosse me escapar. Por muito tempo apenas nos beijamos, de todas as formas possíveis. Senti cada linha de seu rosto em meus lábios, sua pele com gosto de mar e lágrimas. Beijei seu pescoço, e aos poucos fui beijando seu corpo, que ela mesma ia desnudando. Senti os seios em meios lábios, macios, quentes, que me acenderam completamente. O turbilhão de imagens e sentidos que me invadiu foi assustador. Já não fazia mais nada com a razão, apenas sentia, como se vagasse em nuvens de prazer. Rolamos no chão frio sem senti-lo, sentia apenas seu corpo, que me aquecia e deixava incapaz de qualquer outra coisa a não ser sentir prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Logo estávamos nus, enlaçados, como um só, um corpo no outro, sentia cada músculo seu em contado aos meus, e o cheiro me inebriava cada vez mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Não sei quanto tempo ficamos assim, perdidos no amor, que não era só carnal, mas me parecia uma imensidão. Também não  sei quanto tempo fiquei ali, sozinho, naquela imensidão, agonizando, sentindo uma imensa dor no peito, talvez de saudades ou de prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Quando me encontraram já não havia mais nada a ser feito, o corpo inerte, sem vida. Nos olhos apenas um resquício de prazer e angústia, saudade. Nos quadros, brilhava repetidamente a figura de uma bela mulher, com olhar de feiticeira, num jardim silvestre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;Valdira &amp;nbsp;Rosa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-2220214305518954086?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/2220214305518954086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=2220214305518954086' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2220214305518954086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2220214305518954086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2012/01/feiticeira.html' title='Feiticeira'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-3532981873886670344</id><published>2011-10-21T16:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T16:38:24.121-07:00</updated><title type='text'>Eva</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;E assim eu nasci, pronta e perfeita, já cheia de mulher. Não entendi bem o que se passava, mas vi que outro ser, ainda adormecido, mexia com meus instintos. Ele também parecia perfeito, se não fosse o corte no abdome e o semblante dominador. Logo senti uma doce sensação de alegria e paz, como estava previsto. O amor veio logo em seguida, a tudo, mas sobretudo àquele homem que assim adormecido demonstrava fragilidade. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Ao acordar, olhou-me um pouco assustado, mas logo compreendeu o que ocorrera e parecia gostar, apesar de notar um certo ar de decepção no fundo de seus olhos, que mais tarde eu compreenderia, se bem que imaginação de mulher é como um minhocário, mesmo não conhecendo um à época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;A vida transcorria tranquila e entediante naquele tão apaixonante paraíso. Aquele ser que se tornara meu parceiro era, ao mesmo tempo, autoritário (comigo) e submisso (a ELE) e havia um grave problema: eu o amava, talvez não por opção, mas por destino e a cada dia eu me sentia mais perdida naquele mundo tão masculino. Até que eu a conheci, bela e inteligente, tão diferente de tudo que vira até então. Diferente de mim, tinha a pele muito branca e pequenas sardas no rosto e ombros, seios pequenos, longilínea, para os homens poderia parecer “sem atrativos curvilíneos”, mas possuía um semblante dominador e provocante ao mesmo tempo, olhos verdes e cabelos vermelhos, que refletiam a luz do sol. Pela primeira vez de minha existência senti-me feia, como me sentiria muitas vezes depois, mas não fazia ideia naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Não sabia de onde ela viera, mas apareceu enquanto eu estava a colher água fresca para meu homem, não sei se foi esta primeira vez apenas uma aparição, mas ela saía da água, e mostrou-se simpática, apesar de seu constante sorriso debochado. Anunciou-se: Lilith.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Eu nunca ouvira falar de outros seres idênticos a mim, muito menos daquele nome, mas senti que havia algo estranho e com um toque de proibição no ar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Quando ia me apresentar, ela me informou que não havia necessidade, sabia exatamente quem eu era e o meu papel naquele paraíso: obedecer cegamente a Ele e ao meu homem. E que não poderia ousar desafiar a qualquer um dos dois, senão seria como ela, banida do Paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Achei estranho então o fato de ela estar ali, ao que me esclareceu que agora não tinha motivos para obedecer a ninguém e como fora banida, a acolhida viera prontamente daqueles que tiveram o mesmo destino e com um pouco de sorte e astúcia conseguira poderes que os homens nem sonhavam conhecer tão cedo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Conversamos durante um longo tempo, na verdade ela falou praticamente o tempo todo, calmamente, sempre com um sorriso dissimulado que eu ainda não conhecia e nem saberia usar. Explicou-me suas desavenças com Ele e o enorme poder que exercia sobre o homem, e também como era genioso e vingativo. Segundo Lilith, qualquer sinal de rebeldia ou afronta era encarado como guerra e isso muito se repetiria por todas as gerações e os homens muito pagariam ainda por seus atos em desacordo com as normas divinas, a começar por meus filhos. No momento não compreendi a dimensão do que ela dizia, até porque ainda não era mãe e não sabia o horror que poderia ser o amor materno, imenso e eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Durante vários dias nos encontramos, sempre sem que Adão soubesse, segundo Lilith, ele teria um acesso de ciúmes e isso não seria boa experiência pra mim, o ciúme de um homem é o pior dos sentimentos que foi inserido propositadamente e que toda a humanidade provaria. Nada fazíamos a não ser conversar, talvez tenha sido o primeiro evento de reuniões filosóficas da história do paraíso. Mas não percebia que aos poucos eu me embriagava com suas palavras, inebriantes e astutas, que foram se enraizando em meu ser, e permaneceriam ali até renascerem em todas as minhas gerações, às vezes com maior expressividade, às vezes mais tímidas. Era um misto de rebeldia, sensualidade, sabedoria, uma verdadeira revolução de pensamentos e sentimentos, que incubados poderiam ser extremamente perigosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Gradativamente eu me tornava uma mulher diferente, e isso agradava ao meu homem sob alguns aspectos e muitas vezes causava desavenças domésticas. E foi assim que se criou um espaço vazio entre nós dois, pois diferente de minha relação com Lilith, não conversávamos, até por falta de perspicácia dele, e criou-se um mistério ao meu redor, que ele jamais seria capaz de transpor. E a partir daí comecei a mostrar que algumas normas eram absurdas, como aquela do fruto proibido. Ora, se não era para provarmos, que lá não estivesse! E se era para nos testar o tempo todo, como cobaias, que usasse algo mais criativo. E além de tudo, não havia nada mais tentador do que provar a Sua ira, segundo os próprios ensinamentos de Lilith. É claro que induzi Adão a provar também, ele por si só não teria essa audácia, mas daí a colocar a culpa apenas em mim foi muito cruel, afinal ele não era criança e devia maiores obediências do que eu. E por isso fui condenada, eu e todas as outras mulheres que ainda viriam a nascer, prova do rancor Dele. Adão ganhou um pomo, considerado futuramente até sensual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Em consequência também fomos expulsos do Paraíso, grande acontecimento histórico, tivemos que aprender a trabalhar, a lutar contra a natureza para sobreviver, o que de todo não foi tão ruim, saímos do marasmo, do tédio, do risco de obesidade, principalmente Adão. Também é óbvio que não foi fácil, pelo contrário, tudo que poderia ser piorado era rigorosamente feito, segundo Sua vontade, afinal tínhamos que aprender a lição e estávamos condenados a ela, por toda a eternidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Não encontrei mais a Lilith, me sentia um pouco abandonada naquele infortúnio e sentia falta de nossas conversas, que agora muito me ajudariam a desabafar. Por outro lado, Adão tornou-se um amante melhor, e logo tivemos os dois filhos previstos na história, para cumprimento dos desígnios divinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Foi então que descobri como era sofrido o sentimento materno, pela primeira vez senti-me impotente diante dos sentimentos e do destino. Sentir mais dor quando algo é feito aos meus filhos do que feito a mim mesma era incompreensível pra mim. E tive todo o sofrimento que depois viraria história de família, mas que na época não fazia ideia que era mais um castigo e voltado a todas nós, não somente a mim. Tive a depressão pós parto, que foi tratada pelo derramamento de muitas lágrimas solitárias, senti-me horrível com aqueles seios enormes e que além de tudo rachavam na amamentação. Adão afastou-se de mim, o que só reforçou o quanto os homens são fracos e não sabem gerenciar conflitos, mas no momento me fez sentir mais solitária, o que era uma contradição, pois se ali ele permanecesse, minha irritação seria maior diante de sua incompetência paterna. Precisaríamos amargar por longos séculos para que o homem descobrisse a beleza dos cuidados com os filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Foi nessa época que voltei a encontrar Lilith, que da mesma forma de antes, apareceu repentinamente, mostrando-se mais amável que nos primeiros encontros, me compreendia, me escutava e até discordava de alguns posicionamentos meus, mas eram discussões inteligentes, regadas a uma boa bebida que ela levava, e que até hoje não sei o que era. Nesse segundo evento descobri que essas reuniões femininas ainda muito causariam problemas futuros, mas que não estava no momento de pensarmos nisso, era um bom preço pago pela liberdade de expressão, e melhor ainda se cada geração de mulheres descobrisse por si só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;O que eu não sabia era que encontros também ocorriam a Adão, que Lilith tão sedutora confortava, aconchegava e dava toda a compreensão que ele não tinha no lar, encontros regados a sexo e a mesma bebida ofertada a mim. Ironicamente isso não me afetaria na época, se o risco fosse perdê-la também. Mas hoje vejo de maneira diferente. Percebo o quanto fomos ingênuos o tempo todo, e o pior, com prazer, o que torna a ingenuidade amortecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Foi a primeira verdadeira traição da história das mulheres. Mas estávamos sujeitas a isso, em nossa carne estava inserida a ira e o ciúme Dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Quando a crise passou, mergulhamos no cotidiano doméstico e ela voltou a desaparecer, tanto pra mim quanto para Adão. O dia-a-dia de sustentar dois outros seres, além de nós, nos consumia por inteiros, esquecíamos dos grandes prazeres e alegrávamos com os pequenos corriqueiros. O caminhar lento de uma criança, o tagarelar de outro, a arte de um e a bondade do outro. Apesar de já imaginarmos que algo pior poderia vir, não nos prendemos a isso, pois simplesmente seguíamos o destino, sem discussões do futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Quando a tragédia abateu-se sobre nossa família, primeiro chegou sobre mim, que vivia a gerenciar as brigas internas. Ao contrário do que se sabe, Caim e Abel não eram tranquilos, sempre foram crianças saudáveis, e como tal aprontavam mais que o necessário, para desespero meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;No entanto o pior de tudo, era saber que apenas cumpríamos ordens, que tinha de ser assim, me sentia manipulada, mesmo tendo saído do Paraíso continuava sob Seu domínio, o que me irritava profundamente. Os dois meninos foram penalizados, um com a morte o outro com o assassinato e apenas para provar o Seu poder, mostrando na verdade uma figura egoísta e ciumenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Perdi os dois: um para a morte, o outro para o anonimato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right; text-indent: 2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-3532981873886670344?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/3532981873886670344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=3532981873886670344' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/3532981873886670344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/3532981873886670344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2011/10/eva.html' title='Eva'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-2506924224183158642</id><published>2010-11-28T15:56:00.000-08:00</published><updated>2010-11-28T15:56:44.283-08:00</updated><title type='text'>Doces Prazeres</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Chovia, disso tinha certeza, uma chuva fina e brilhante, que cobria as folhagens de gotículas. Gostou de passar a mão nas folhas e ver a água cair e sentir a umidade. Não fazia frio, era verão. Ouviu o barulho leve das folhagens, parou para sentir a brisa, seus cabelos infantis balançaram espalhando seu perfume, mas sem que ela tomasse conhecimento disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Saíra escondida da casa velha dos avós, enquanto todos se distraíam com assuntos adultos. A princípio foi olhar as flores, não plantadas, mas espontaneamente espalhadas pelo quintal, depois a jabuticabeira que estava florida e depois parara embaixo daquela mangueira imensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Ela acreditava que aquela árvore era a bisavó de todas as outras naquele sítio, tão grande e majestosa que brilhava. Gostava do cheiro predominante de terra úmida e folhas velhas que cobriam o chão abaixo dela, e sobretudo gostava de sua companhia segura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Era uma menina com cerca de seis anos, cheia de sonhos no olhar, os mais mirabolantes e fantasiosos possível: viver no topo daquela mangueira numa casinha de madeira era seu predileto, viajar nas asas de uma pipa que soltava com seu pai, passar o dia brincando de pique ou andar  num cavalo alado até as nuvens. Alguns se concretizavam em suas brincadeiras de faz de conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Mas muitos ficaram suspensos como o cheiro de milho cozido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Percebeu que embaixo da mangueira escurecia, mas logo viu que era proposital, para que ninguém a encontrasse ali, e funcionou. Sentiu um pouco de medo, sabia dos espíritos da família que habitavam o sítio, mas logo assumiu a postura de paladino, o graveto virou espada e a folhagem lhe sussurrava segredos e dicas do tesouro escondido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Até por sua tenra idade, perdeu a noção do tempo e acabou perdendo-se nas doces ilusões da fantasia criada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Só conseguiu ouvir os pais chamarem, desesperados, depois de um longo tempo. Saiu correndo, antes que seu tesouro fosse descoberto, ouviu a bronca quieta e cabisbaixa, na mente um turbilhão de sonhos para o dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Entraram na cozinha da avó, borbulhava um cheiro de lenha queimada misturado ao cheiro de comida fresca. A avó olhou-a zangada, compartilhando a bronca dos pais. O avô, sentado a um banco rústico de madeira, sorriu-lhe  disfarçadamente e em seus olhos viu o mesmo brilho da chuva descendo na mangueira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 2cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Sorriu também e entrou pulando na casa escura, iluminada apenas pelos lampiões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right; text-indent: 2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;Valdira S. Rosa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-2506924224183158642?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/2506924224183158642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=2506924224183158642' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2506924224183158642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2506924224183158642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/11/doces-prazeres.html' title='Doces Prazeres'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-6543684777085096341</id><published>2010-11-16T16:50:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T16:50:25.094-08:00</updated><title type='text'>A Viagem</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;O dia amanhecera brilhante.  Não havia sol intenso, mas o céu estava de um azul muito claro e tristonho.  As crianças brincavam próximas à porta da cozinha enquanto a mãe preparava a mamadeira rala para o mais novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Mãe, tô com fome! Resmungou uma das crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Ela olhou-o intensamente, seus olhos opacos pararam no rosto ingênuo da criança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- No trem haverá o que comer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Eles sorriram, felizes.  Ficaram imaginando o trem, a viagem que fariam. Poucas vezes tiveram a oportunidade de ver o trem, entrar, nunca. Pensavam nos banquinhos forrados que sentariam para olhar pela janela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Enquanto a mãe preparava tudo para a viagem, eles ficaram ali, a contemplar o sonho que estava por vir. Ela colocou tudo cuidadosamente em bolsas de papel e algumas sacolas plásticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;A caminhada até a estação foi lenta por causa da bagagem, mas animada pelos sonhos.  E de todos quem mais os tinha era a mãe.  Ela olhava calmamente o horizonte, cada filho, o céu, as trouxas e sorria, não um sorriso amargo, mas esperançoso.  Em nenhum momento voltou-se para trás. Levava o filho menor no colo, que deveria ter um ano e na frente iam os outros: o mais velho, de uns dez anos, a menina de cinco e outro de três.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Finalmente chegaram à estação.  Estava cheia.  Eles gostaram disso.  Mais gente para assistir a viagem.  Há tanto tempo que esperavam por ela. A mãe falara nela todos os dias nas últimas semanas e segundo ela seria maravilhosa. Eles teriam o que comer, roupas, veriam pessoas queridas, brinquedos. E sua certeza era tamanha que eles já conseguiam ver tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pararam no meio da estação, atraindo sempre olhares curiosos. Colocaram suas bolsas no chão.  Ela deixou o pequeno no colo do mais velho e mandou a menina segurar a mão do outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Mãe, você vai comprar os bilhetes? O mais velho perguntou-lhe curioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Sim. Cuide bem deles. Não os deixe vir atrás de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Logo eles se distraíram com tanto o que olhar. Ela foi, caminhando incerta em direção ao guichê.  Olhou de longe, afastou-se e foi ao encontro do trem. Parecia já pisar em nuvens. Olhou ainda uma vez para trás, viu que eles sorriam. Andou mais rápido. O trem não costuma se atrasar. Pisava firme, reta. O som do trem abafou o grito.  Sentiu que flutuava. Viu os filhos sorrindo ainda. Viu luzes, pessoas, brancura...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Como aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Não sei.  Não deu tempo de parar.  Ela viu o trem. - O desespero tomava conta do maquinista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Acho que eles são filhos dela...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;Apontavam e olhavam as quatro crianças sorridentes no meio da estação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Onde está sua mãe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;- Ela já vem, foi comprar as passagens para nossa viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.25cm;"&gt; &lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;Valdira S. Rosa.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-6543684777085096341?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/6543684777085096341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=6543684777085096341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6543684777085096341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6543684777085096341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/11/viagem.html' title='A Viagem'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-8482303636874133775</id><published>2010-11-16T16:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T16:41:04.112-08:00</updated><title type='text'>Metamorfose</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Adormecendo para a vida quase estava quando, de repente, ouvi que o mar bate mais forte do que eu via, que a lua cheia reflete mais em meus olhos, vi no espelho uma aura que antes não via. Percebo então que a natureza foi feita para quem sabe pintar a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Sinto que alguém tocou a rosa do meu poço e fez dela a maior razão de existir. Aspirou seu perfume doce e sentiu nas pétalas o gosto do suave entardecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; O que foi seguido, jamais nenhum poeta explicou e nunca explicará, pois isso tiraria toda a magia. Gostamos exatamente do desconhecido, este nos traz emoção e vida, a vida exata que cada um tem em sua rosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Às vezes passamos nesse estágio de existência sem nunca encontrarmos nossa verdadeira rosa, seja ela clara como o verão ou obscura como a penumbra dos amantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Valdira S. Rosa&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-8482303636874133775?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/8482303636874133775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=8482303636874133775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8482303636874133775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8482303636874133775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/11/metamorfose.html' title='Metamorfose'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-4282879210466983712</id><published>2010-07-18T15:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T15:32:33.863-07:00</updated><title type='text'>Clima</title><content type='html'>O ar ficou seco&lt;br /&gt;rasgou a noite&lt;br /&gt;e se infiltrou neste quarto.&lt;br /&gt;As flores murcharam&lt;br /&gt;minha pele trincou&lt;br /&gt;sobrou apenas o calor das lágrimas&lt;br /&gt;que rolam até secar.&lt;br /&gt;A noite secou&lt;br /&gt;escureceu minha alma&lt;br /&gt;tornou-se infinda&lt;br /&gt;findou a alegria do olhar&lt;br /&gt;apagou o frescor dos lábios&lt;br /&gt;abriu a ferida do dia.&lt;br /&gt;O dia desceu&lt;br /&gt;leve, sorrateiro, entrou&lt;br /&gt;permaneceu quieto a um canto&lt;br /&gt;escutou as batidas do meu peito.&lt;br /&gt;O sol brilhou sem gosto, fosco&lt;br /&gt;a luz que entrou era esbranquiçada&lt;br /&gt;e apagou o charme da noite,&lt;br /&gt;que se despediu alvoroçada.&lt;br /&gt;Os pássaros cantavam em doces promessas&lt;br /&gt;senti o cheiro da terra&lt;br /&gt;as primeiras gotas de chuva chegaram&lt;br /&gt;lânguidas, e as flores sorriram levemente&lt;br /&gt;volto a sentir a pelo do rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Valdira S. Rosa&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-4282879210466983712?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/4282879210466983712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=4282879210466983712' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4282879210466983712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4282879210466983712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/07/clima.html' title='Clima'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-788238041595001215</id><published>2010-07-18T15:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T15:35:03.459-07:00</updated><title type='text'>Frio na Chapada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Julho na Chapada, como sempre uma experiência muito boa, diferente. Entretanto agora mostrou-se melancólica. Faltou o frescor da primeira vez, a ânsia por conhecer, além de pessoalmente ter sido ainda pior. Sinto o tempo correr não mais entre os dedos, mas nos meus cabelos e face. Isso me lembrou aquele poema da Cecília, onde ficou perdida a minha face? A tristeza veio de enxurrada, lavando a paz merecida das férias, o peito apertado e a alma encolhida, o medo dominou todos os poros, não sou eu, essa estranha dominou meus dias e agora a noite é mais fria e mais escura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O sol que aquece não é suficiente para transpor a frescura que envolve e fere. Preciso de flores, é isso, um pouco de rosas, margaridas e tulipas, um pouco de naturais alegrias para a vida que se mostra artificial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Valdira S. Rosa&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-788238041595001215?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/788238041595001215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=788238041595001215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/788238041595001215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/788238041595001215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/07/frio-na-chapada.html' title='Frio na Chapada'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-4931796493517913339</id><published>2010-07-05T18:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T18:30:42.460-07:00</updated><title type='text'>OCASO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desci a rua, firme, como se subisse. Não voltei os olhos para a casa, mas sabia que outros olhos lá estavam. Senti remorso? Talvez não. Mas saudades sim, daquelas que conseguimos apertar entre os dedos. Aliás, acho que a saudade já estava presente antes da saída. Não saudade dela ou de meus filhos, mas do amor extinto, da vida em comum que murchara. Caminhei bastante, meio sem &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;direção&lt;/span&gt;, ou na &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;direção&lt;/span&gt; certa (isso depende de quem sente). Então eu olhei pra trás e vi a nossa casa, não a concreta, mas a de meus olhos: era azul, intensamente azul, tinha dentro dela apenas sombras, as nossas sombras sanguíneas. Por mais que eu piscasse, ela não saía de meu olhar; virei-me e continuei andando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Andei até cansar, cansar de tudo. Era um cansaço que latejava aqui dentro, bem na alma. Pensei em sentar. Olhei a minha volta. Foi aí que percebi um campo deserto, havia apenas um cavalo, mas este nem tomou conhecimento de minha presença. Sentei-me no chão, era uma grama &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;úmida&lt;/span&gt; e macia, o alívio foi imediato. Tirei das costas o peso da mochila. Nossa! O vento bateu em meu corpo como nunca batera antes. Só assim, sentado naquela amplidão, pude ver que o céu também pode ser lilás, coisa que nunca tinha visto. Fixei um olhar brilhante e infantil de quem vê realmente, sem nenhum pudor e avistei a primeira estrela que surgia, no início &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;tênue&lt;/span&gt; e depois abusada... Ela aparecia como se fosse a única do universo e logo era apenas mais um pontinho iluminado no turbilhão de seu céu. Notei que algo crescia dentro de mim, não forte como qualquer sentimento, mas calmo, afável. Brotava como brotam as sementes, &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;ingênuas&lt;/span&gt;. Não sufocava, inundava e preenchia todos os meus sentidos. Até que respirei e lá estava ela! A liberdade, tantas vezes desejada, outras tantas motivo de guerras e sempre &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;insubstituível&lt;/span&gt;. Alguns fingem ter, outros a têm mas não sentem e a maioria deseja como o mar deseja o céu, que só se unem visualmente no horizonte. Sempre me incluí neste último grupo e jamais imaginei poder senti-la tão presente em minha alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dei um grito estridente de dentro do meu íntimo, mas somente eu mesmo ouvi e isto me satisfez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Olhei novamente a minha volta e vi que o cavalo olhava-me. Será que me ouvira?... Mas ele certamente não compreendera ou pelo menos fingiu para não me &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;encabular&lt;/span&gt;. Levantei de um pulo, pus a mochila nas costas, tão leve estava! Saí andando sobre sonhos &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;lilases&lt;/span&gt;. Avistei pela última vez o céu, que agora era apenas uma estrela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;Valdira&lt;/span&gt; S. Rosa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-4931796493517913339?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/4931796493517913339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=4931796493517913339' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4931796493517913339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4931796493517913339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/07/ocaso.html' title='OCASO'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-6430141565669267409</id><published>2010-07-05T18:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T18:05:47.863-07:00</updated><title type='text'>A MESA</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A sala era enorme, mas o quadro sobressaía no meio de outros tão iguais. Era uma pintura expressionista, dessas que você sabe bem a que vieram. Subitamente a sala ficou escura, sombria, algumas flores surgiram. Senti um frio nas pernas e percebi: estava nua. Não me via mais como mulher, mas apenas um espectro. Algo se aproximou, a solidão aumentou. O medo também. Deslizei as mãos pelos cabelos e senti-os úmidos e gelados. Precisei de algum tempo para perceber que chovia, e essa chuva era fria e triste, de uma tristeza toda azul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olhei o céu, era escuro, mas sabia a que viera. Meus olhos foram ficando pesados e quanto mais pesados, mais eu os abria e foi então que vi a mesa. Ela estava no fundo do jardim, meio desbotada e sólida (tão sólida quanto a chuva). Fui até lá. Alisei-a com a ponta dos dedos e senti sua aspereza delicada. Um calor subiu-me o peito e aqueceu minha pele branca e arrepiada. Minhas faces coraram. Sentei-me sobre a ponta da mesa, ela tinha firmeza, deslizei um pé em sua base, ele sangrou e o vermelho brilhou na escuridão. Algumas gotas de sangue batizaram as folhas secas do chão e essas se mexeram levemente. Uma leve brisa tocou meu corpo, deitei sobre a mesa, senti o calor nas costas e nas coxas (ah, ela era branca, com algumas manchas de ferrugem). Adormeci.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Gostou 		deste quadro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 	Ouvi aquela voz rouca e tive um sobressalto. Olhei ao meu redor e vi a sala com os quadros. Ao meu lado um homem olhava-me intrigado. Sorri.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Muito. 		Ele é intrigante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Eu 		diria sensual – ele disse num sussurro e saiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; 	Olhei o quadro mais uma vez e voltei-me para a porta, o homem desaparecera. Mais tarde tentei encontrá-lo em vão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Valdira S. Rosa &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-6430141565669267409?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/6430141565669267409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=6430141565669267409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6430141565669267409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6430141565669267409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/07/mesa.html' title='A MESA'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-8371263375970754033</id><published>2010-06-19T18:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T18:07:10.457-07:00</updated><title type='text'>Assovio</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nunca havia parado para pensar o quão lindo é um assovio, principalmente se ele vem de alguém que gosta realmente de música, em toda sua expressão. Recentemente percebi que o assovio de meu pai estava presente em todos os momentos de minha vida e eu nunca tinha parado para pensar nisso, também não precisava, pois afinal eu apenas o “sentia”.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Com a possibilidade recente de nunca mais ouvir meu pai assoviar suas músicas prediletas, comecei a recordar que isso sempre esteve presente na vida de minha família. Quando criança, sempre sabia quando ele estava chegando do trabalho ou da boemia, de longe o som melodioso nos chegava aos ouvidos. Mais tarde, já adultos, acho que ele desenvolveu o hábito de chegar às nossas casas sempre assoviando, meio que para se anunciar e não chegar em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas além desses momentos, é comum surpreendermos assovios de grandes músicas enquanto ele prepara seu café, trabalha, caminha ou simplesmente exerce qualquer atividade doméstica corriqueira. Isso virou sua marca, sempre muito afinado.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Percebo agora o “lugar comum” de apenas valorizar aquilo que estamos prestes a perder. Mas acredito que não seja bem assim neste caso. Não quer dizer que antes não valorizava, mas que era tão natural em minha vida, que agora não consigo imaginar a sua falta, essa melodia sempre esteve presente em minha alma, tão entranhada que sinto agora a perda de um pedaço meu.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Fico imaginando meu pai privado de um enorme prazer em sua vida, mas também imagino a falta que isso nos fará. Ainda bem que a vida é maior que tudo isso e com certeza ele encontrará um jeito de fazer sua música e nos embalar.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;Valdira da Silva Rosa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-8371263375970754033?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/8371263375970754033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=8371263375970754033' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8371263375970754033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8371263375970754033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/06/assovio.html' title='Assovio'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-1268720984269179702</id><published>2010-05-29T09:48:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T09:53:27.381-07:00</updated><title type='text'>Um segundo de Clarice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/TAFGVWzvfNI/AAAAAAAACHw/PvlRyNatA8g/s1600/img000.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/TAFGVWzvfNI/AAAAAAAACHw/PvlRyNatA8g/s320/img000.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476735954573032658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:19px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."&lt;br /&gt;(A Hora da Estrela)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-1268720984269179702?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/1268720984269179702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=1268720984269179702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1268720984269179702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1268720984269179702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/05/um-segundo-de-clarice.html' title='Um segundo de Clarice'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/TAFGVWzvfNI/AAAAAAAACHw/PvlRyNatA8g/s72-c/img000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-8241116485241237318</id><published>2010-05-08T11:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T11:36:07.553-07:00</updated><title type='text'>05/05/2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/S-WtjQZKUgI/AAAAAAAACEQ/xyIcvN4dwPw/s1600/DSC04484.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 295px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/S-WtjQZKUgI/AAAAAAAACEQ/xyIcvN4dwPw/s320/DSC04484.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468968143718863362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Hoje completo 41 anos, não parece. Aliás, é um dia como outro qualquer, no entanto me sinto mais bela, cheia de lembranças, histórias, passado, pecados. Sinto-me mais próxima de meus pais e de meus filhos, imensamente sentimental, piegas.&lt;div&gt;Respiro a vida com todas as suas contradições e ilusões, inclusive a de que se é eterno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Valdira Rosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-8241116485241237318?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/8241116485241237318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=8241116485241237318' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8241116485241237318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8241116485241237318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2010/05/05052010.html' title='05/05/2010'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/S-WtjQZKUgI/AAAAAAAACEQ/xyIcvN4dwPw/s72-c/DSC04484.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-7591627966920145864</id><published>2009-11-30T16:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T16:46:08.327-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cotidiano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza vem, já anunciada pelas nuvens no olhar&lt;br /&gt;o sorriso se esvai entre as lágrimas e&lt;br /&gt;o brilho de alegria, antes tão ofuscante,&lt;br /&gt;é esquecido numa de suas gavetinhas secretas.&lt;br /&gt;É, a vida assim se apresenta, de mares e montanhas&lt;br /&gt;o dia-a-dia que massacra e embota a beleza&lt;br /&gt;insiste em voltar e roubar os instantes mágicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-7591627966920145864?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/7591627966920145864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=7591627966920145864' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/7591627966920145864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/7591627966920145864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/11/cotidiano-tristeza-vem-ja-anunciada.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-641041711963537042</id><published>2009-11-02T18:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T18:17:03.843-08:00</updated><title type='text'>Chegada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Su-SjcjhlJI/AAAAAAAACAs/rFy9H5vnvJ0/s1600-h/DSC07377.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Su-SjcjhlJI/AAAAAAAACAs/rFy9H5vnvJ0/s320/DSC07377.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399695615898784914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua desce, em harmonia&lt;br /&gt;Os sons ficam restritos à chuva fina&lt;br /&gt;Aquele perfume... não sei não...&lt;br /&gt;Parece flor, parece terra, parece sexo...&lt;br /&gt;O hálito é azedo, mas bom que só!&lt;br /&gt;É a primavera brilhando em minha janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-641041711963537042?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/641041711963537042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=641041711963537042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/641041711963537042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/641041711963537042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/11/chegada.html' title='Chegada'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Su-SjcjhlJI/AAAAAAAACAs/rFy9H5vnvJ0/s72-c/DSC07377.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-1036643998792812396</id><published>2009-11-02T16:39:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T16:43:26.425-08:00</updated><title type='text'>Luana</title><content type='html'>O sorriso, o olhar, sei lá, seu jeito...&lt;br /&gt;caminha pelas ruas, nua de tudo&lt;br /&gt;festeja a lua, o som, o vento, a vida&lt;br /&gt;sente que é diferentemente igual..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeleira solta, idéias livres&lt;br /&gt;o corpo dança, não a mesma melodia&lt;br /&gt;mas a sua própria, enlouquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Única, veste-se de criança e mulher&lt;br /&gt;ávida, caminha sob a chuva&lt;br /&gt;e descobre-se gente, humana, linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-1036643998792812396?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/1036643998792812396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=1036643998792812396' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1036643998792812396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1036643998792812396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/11/luana.html' title='Luana'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-6316164680602139567</id><published>2009-11-02T16:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T18:27:28.814-08:00</updated><title type='text'>O Poeta</title><content type='html'>Um menino flutua pela cidade&lt;br /&gt;flutuam suas idéias e sorrisos&lt;br /&gt;a cidade flutua em seus olhos&lt;br /&gt;E tudo se torna poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias tristes, melancólicos&lt;br /&gt;mas há também os vivos e iluminados&lt;br /&gt;Há tristezas lindas e alegrias infantis&lt;br /&gt;e mais que tudo: há poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vaga, palavra ingênua&lt;br /&gt;significados múltiplos, vivos.&lt;br /&gt;A noite ferve&lt;br /&gt;ferve sua mente, nasce poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-6316164680602139567?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/6316164680602139567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=6316164680602139567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6316164680602139567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6316164680602139567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/11/o-poeta.html' title='O Poeta'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-812820411784594316</id><published>2009-09-06T17:40:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T17:46:38.028-07:00</updated><title type='text'>As Pitangas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SqRX3H16hjI/AAAAAAAAB_Q/o2cgUHQ5Kto/s1600-h/pitangas.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 122px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SqRX3H16hjI/AAAAAAAAB_Q/o2cgUHQ5Kto/s200/pitangas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378520459496818226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vinte e duas horas, visita. Saiu com seu bloco de anotações, ajeitou a saia e passou no frio corredor do hospital. Ali era sempre escuro, como a mente humana. Entrou no quarto estreito e percebeu logo que a paciente não dormia. Desde o início aquela mulher a impressionara muito. Havia lágrimas em seus olhos. Dirigiu-se à outra mulher, que dormia tranquilamente, examinou-a e fez suas anotações.&lt;br /&gt;- Como ela está?&lt;br /&gt;Surpreendeu-se ao ouvir a voz fraca e curiosa atrás de si. Era ela.&lt;br /&gt;- Bem. – procurou responder friamente – Parece bem.&lt;br /&gt;- Parece?! A senhora não tem certeza?&lt;br /&gt;- Ninguém tem certeza de nada, nunca! – Não fora indireta, sempre pensara assim.&lt;br /&gt;Ainda bem que ela se calou. Possivelmente analisava sua própria vida. Como ela deveria pensar! O dia inteiro naquela cama, sozinha, apenas com aquela vizinha ao lado. Já estava ali há uma semana e ninguém aparecera para visitá-la.&lt;br /&gt;Virou-se para ela e examinou-a minuciosamente, com calma e atenção. Talvez quisesse captar seus sentimentos através de seus aparelhos. Deveria ser assim, seria mais fácil analisar determinados pacientes.&lt;br /&gt;- Pareço bem?&lt;br /&gt;- Não. – Não se referia ao corpo.&lt;br /&gt;Ela não se alarmou, nem perguntou mais nada. Até ficou mais calma, se isso fosse possível.&lt;br /&gt;- Queria comer pitangas...&lt;br /&gt;- Como?! – parou suas anotações e olhou-a distraidamente. Resolveu não dizer nada.&lt;br /&gt;- Já comeu pitangas? – ela não queria uma resposta. – Elas são azedas, mas de um azedume adocicado. São ótimas...&lt;br /&gt;- Boa noite. Às seis eu volto.&lt;br /&gt;Lançou um último olhar sobre as pacientes e saiu. Tentou, durante toda a noite, esquecer aquela mulher frágil que ali tão próxima passava determinação apenas com o olhar já embaçado pela idade. Sentiu certa ansiedade. Antes das seis, quando ia à padaria ao lado, viu as pitangas. Elas brilhavam. Na sua vermelhidão pareciam sorrir-lhe. A banca da feira não estava totalmente montada, assim mesmo pediu algumas.&lt;br /&gt;Entrou no quarto das pacientes e não a viu. Apenas a outra dormia.&lt;br /&gt;Saiu, as pitangas incomodavam agora. Brilhavam mais ao contato da brancura do hospital.&lt;br /&gt;- Onde está a paciente deste quarto?&lt;br /&gt;O enfermeiro olhou-a intrigado, avistou as pitangas.&lt;br /&gt;- Morreu há pouco.&lt;br /&gt;- Mas como?! Ela parecia bem...&lt;br /&gt;Ele a encarou estranhamente e sorriu.&lt;br /&gt;- Aqui não há ninguém bem, nem mesmo nós. Foi o Dr. França que cuidou dela.&lt;br /&gt;Não procurou mais informações. As pitangas repousaram sobre a mesa, vermelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-812820411784594316?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/812820411784594316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=812820411784594316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/812820411784594316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/812820411784594316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/09/as-pitangas_06.html' title='As Pitangas'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SqRX3H16hjI/AAAAAAAAB_Q/o2cgUHQ5Kto/s72-c/pitangas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-7042676666595779619</id><published>2009-08-16T16:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T17:17:45.011-07:00</updated><title type='text'>Gavetas</title><content type='html'>Domingo, dia de arrumar as gavetas. As do armário estavam cheias de papéis: usados, em branco, amassados, extratos, carnês, cartões de amigos passados - não sabia porque os guardava, os amigos já não eram os mesmos. Mas a saudade era apenas do tempo, de si mesma. Achou também desenhos de sua filha, na verdade rabiscos, mas que guardavam a marca do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...as gavetas do seu ser é que eram desarrumadas, mas uma doce desordem, que esconde o que quer e revela o que não quer. Estas continham também papéis: velhos, surrados, cansados, mãe, mulher, pessoa, filha, profissional e um meio tonto no meio dos outros - EU. Este era miúdo, tênue, tímido, mas possuía um brilho fosco e sedutor, daqueles que enternecem e sufocam. E foi neste que se perdeu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, as gavetas todas estavam da mesma forma, cheias de papéis, mas vazias. O domingo se foi. Ninguém veio, o sol deu seu último brilho e um sorriso esplendidamente amarelo. Sentiu os primeiros pingos de estrelas salpicarem sua visão e viu brotar a lua, não linda, mas pálida e sóbria.&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CValdira%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt; Os grilos do jardim invadiram sua casa e pularam pela sala, arriscando-se numa busca de espaço tribial.&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olhou as gavetas sombrias, como despedida, até breve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-7042676666595779619?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/7042676666595779619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=7042676666595779619' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/7042676666595779619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/7042676666595779619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/08/gavetas.html' title='Gavetas'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-4077597676969410469</id><published>2009-08-11T16:59:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T17:03:27.882-07:00</updated><title type='text'>PERCEPÇÃO</title><content type='html'>Diz-se infeliz&lt;br /&gt;feliz é por dizer algo&lt;br /&gt;vive aquele que nada diz,&lt;br /&gt;não por querer, mas por não saber.&lt;br /&gt;Olhe, perceba, ENTALE-SE:&lt;br /&gt;vivem seres humilhados suplicando&lt;br /&gt;em dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-4077597676969410469?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/4077597676969410469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=4077597676969410469' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4077597676969410469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4077597676969410469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/08/percepcao.html' title='PERCEPÇÃO'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-1175682228243549039</id><published>2009-08-11T16:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T16:43:57.752-07:00</updated><title type='text'>Um Arranhão</title><content type='html'>Longe de ti, nem sei&lt;br /&gt;a pensamentos infinitos de distância estou&lt;br /&gt;não alcanço teu EU&lt;br /&gt;é tudo que verbaliza-se em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cacei o poço de ti na escura vida&lt;br /&gt;mas ele estava enxuto&lt;br /&gt;minando apenas aquela dor&lt;br /&gt;aquela mesma que te causei&lt;br /&gt;numa doce ingenuidade de ter-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fel perceber como entortei&lt;br /&gt;para segurar-te entre meus dedos.&lt;br /&gt;Acho que as unhas te feriram,&lt;br /&gt;pois tens na alma arranhões&lt;br /&gt;ainda vermelhos e líquidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caço agora um naco de luz&lt;br /&gt;nessa vida que me adormece,&lt;br /&gt;cada vez mais escassa é a caçada&lt;br /&gt;porém mais ansiosa e ferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Valdira S Rosa)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-1175682228243549039?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/1175682228243549039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=1175682228243549039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1175682228243549039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1175682228243549039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/08/um-arranhao.html' title='Um Arranhão'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-5059791380231319036</id><published>2009-07-01T16:34:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T16:41:40.207-07:00</updated><title type='text'>Nova Hora do Cansaço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Skv0Ds28_6I/AAAAAAAAB-o/aywt39-L3Vo/s1600-h/DSC03112.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Skv0Ds28_6I/AAAAAAAAB-o/aywt39-L3Vo/s200/DSC03112.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353640926478401442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia meu poeta&lt;br /&gt;Tudo é eterno até certo ponto&lt;br /&gt;Me sinto também eterna até certo ponto,&lt;br /&gt;O ponto de chegada e o de partida&lt;br /&gt;O ponto de chorar e o de sorrir&lt;br /&gt;Aquele pontinho de pavor da vida&lt;br /&gt;E aquela pontinha de amor à vida&lt;br /&gt;A ponta aguda da memória&lt;br /&gt;O ponto certo do meu EU&lt;br /&gt;A pontada da estupidez&lt;br /&gt;O pontiagudo desejo de ir...&lt;br /&gt;Vou, vôo livre, sem destino&lt;br /&gt;Mar de sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-5059791380231319036?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/5059791380231319036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=5059791380231319036' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/5059791380231319036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/5059791380231319036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/07/nova-hora-do-cansaco.html' title='Nova Hora do Cansaço'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Skv0Ds28_6I/AAAAAAAAB-o/aywt39-L3Vo/s72-c/DSC03112.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-142471404198135356</id><published>2009-06-21T17:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T18:12:48.603-07:00</updated><title type='text'>EU</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Sj7YKYbdiJI/AAAAAAAABmo/X74d88VvP-U/s1600-h/DSC07183.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Sj7YKYbdiJI/AAAAAAAABmo/X74d88VvP-U/s200/DSC07183.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349951080230652050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nua e desfalecida&lt;br /&gt;sobre os ícones da vida&lt;br /&gt;suor, sombra, sede&lt;br /&gt;o corpo lento curva-se, tomba&lt;br /&gt;a frágil alma arqueja e geme&lt;br /&gt;lágrima, seios, pernas&lt;br /&gt;a cabeça gira, endoidece&lt;br /&gt;a fuga é inevitável...&lt;br /&gt;O sol volta a brilhar&lt;br /&gt;as nuvens somem&lt;br /&gt;a terra arde, estremece&lt;br /&gt;durmo, sonho... bebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-142471404198135356?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/142471404198135356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=142471404198135356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/142471404198135356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/142471404198135356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/06/eu.html' title='EU'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Sj7YKYbdiJI/AAAAAAAABmo/X74d88VvP-U/s72-c/DSC07183.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-134200186983814873</id><published>2009-06-18T18:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T18:26:22.267-07:00</updated><title type='text'>Transição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Sjro3V2nABI/AAAAAAAABmg/Tt1iq0s0ILA/s1600-h/DSC03595.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Sjro3V2nABI/AAAAAAAABmg/Tt1iq0s0ILA/s200/DSC03595.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348843544912527378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilacera relógio!&lt;br /&gt;Logo agora...&lt;br /&gt;Ontem ainda era tempo&lt;br /&gt;Hoje passou...&lt;br /&gt;Amanhã talvez nem seja, será?&lt;br /&gt;Antes via-se uma nuvem,&lt;br /&gt;Agora a tempestade foi degolada&lt;br /&gt;E depois o sol sorri, será?&lt;br /&gt;Sempre prevalece o vazio,&lt;br /&gt;Nunca estoura ardor&lt;br /&gt;Jamais acelera, relógio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-134200186983814873?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/134200186983814873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=134200186983814873' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/134200186983814873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/134200186983814873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/06/transicao.html' title='Transição'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Sjro3V2nABI/AAAAAAAABmg/Tt1iq0s0ILA/s72-c/DSC03595.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-554884289777423225</id><published>2009-06-18T17:53:00.000-07:00</published><updated>2009-06-18T18:07:01.769-07:00</updated><title type='text'>Ímpeto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SjrkphUWDpI/AAAAAAAABmY/8sbqtYCTHZE/s1600-h/DSC07048.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SjrkphUWDpI/AAAAAAAABmY/8sbqtYCTHZE/s200/DSC07048.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348838909425356434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares fiéis e cheios de sede&lt;br /&gt;mãos pequenas e nervosas&lt;br /&gt;cabelos compridos e desleixados&lt;br /&gt;faces de espinhas e frescor&lt;br /&gt;corpos ágeis e frágeis&lt;br /&gt;vidas novas e curtidas, adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-554884289777423225?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/554884289777423225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=554884289777423225' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/554884289777423225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/554884289777423225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/06/impeto.html' title='Ímpeto'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SjrkphUWDpI/AAAAAAAABmY/8sbqtYCTHZE/s72-c/DSC07048.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-1227928016577213791</id><published>2009-05-01T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T18:19:12.321-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SfueP6oa00I/AAAAAAAABlo/ExJ-2gkSJUM/s1600-h/DSC03906.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331028580197126978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SfueP6oa00I/AAAAAAAABlo/ExJ-2gkSJUM/s200/DSC03906.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Ciúme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caetano Veloso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia&lt;br /&gt;Tudo esbarra embriagado de seu lume&lt;br /&gt;Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia&lt;br /&gt;Só vigia um ponto negro: o meu ciúme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciúme lançou sua flecha preta&lt;br /&gt;E acertou no meio exato da garganta&lt;br /&gt;Quem nem alegre nem triste nem poeta&lt;br /&gt;Entre Petrolina e Juazeiro canta&lt;br /&gt;Velho Chico vens de Minas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde o oculto do mistério se escondeu&lt;br /&gt;Sei que o levas todo em ti, não me ensinas&lt;br /&gt;E eu sou só, eu só, eu só, eu&lt;br /&gt;Juazeiro, nem te lembras dessa tarde&lt;br /&gt;Petrolina, nem chegaste a perceber&lt;br /&gt;Mas, na voz que canta tudo ainda arde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê&lt;br /&gt;Tanta gente canta, tanta gente cala&lt;br /&gt;Tantas almas esticadas no curtume&lt;br /&gt;Sobre toda estrada, sobre toda sala&lt;br /&gt;Paira, monstruosa, a sombra do ciúme&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-1227928016577213791?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/1227928016577213791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=1227928016577213791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1227928016577213791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/1227928016577213791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/05/o-ciume-caetano-veloso-dorme-o-sol-flor.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SfueP6oa00I/AAAAAAAABlo/ExJ-2gkSJUM/s72-c/DSC03906.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-2117739169771208960</id><published>2009-04-17T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T17:47:39.401-07:00</updated><title type='text'>Imensidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Seksowt1dtI/AAAAAAAABlQ/fv-w7gRqsX8/s1600-h/3069273130_8a175cc957%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325837113125861074" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Seksowt1dtI/AAAAAAAABlQ/fv-w7gRqsX8/s200/3069273130_8a175cc957%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chama em pele, te sinto e te toco,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imensidão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perco-me no infinito que me toca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilumina-se a chama em tuda face,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a paixão da minha acolhe-a e delicia-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o ar brilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arde o crepitar de ti em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e vencemo-nos por perdidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na colorida faixa da arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de encontrarmo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Valdira S. Rosa)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-2117739169771208960?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/2117739169771208960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=2117739169771208960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2117739169771208960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2117739169771208960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/04/imensidao.html' title='Imensidão'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/Seksowt1dtI/AAAAAAAABlQ/fv-w7gRqsX8/s72-c/3069273130_8a175cc957%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-6247242404346559581</id><published>2009-04-10T15:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-18T17:46:48.746-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Saudades &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um feriado de páscoa chegou e, ao ler um texto em outro blog, lembrei-me com nitidez da infância pobre que tive no sítio de meu avô. Senti um misto de saudade e tristeza, pois apesar das contradições era uma vida e tanto. Mas é claro, eu e meu irmão não tínhamos a luxúria da cidade que muitas vezes víamos com nossos primos, mas tínhamos inúmeras árvores para subir, fazer de casinha, de ônibus, de cavalo, frutas diversas também (que na época não dávamos tanto valor, mas enchiam nossas barrigas).&lt;br /&gt;Lembro bem que bonecas, carrinhos e bicicletas eram sonhos, assim como os famosos ovos de páscoa. Às vezes ganhávamos alguns de parentes, mas não de nossos pais, não havia a menor condição e lembro ainda do esforço de minha mãe em tentar nos dar algo, nem que fosse um docinho embrulhado em papel bonito.&lt;br /&gt;Mas tínhamos nossos amigos “matinhos”, que era alguma muda de árvore que adotávamos e sempre passávamos para ver como estavam. Eu gostava daqueles de folhas bem tenras e verde-claras, meu irmão preferia os robustos de folhas largas e disputávamos para ver qual estava mais bonito e desenvolvido.&lt;br /&gt;Outra alegria daquela época era o “Bumm... báaaa!”, uma brincadeira que inventamos e volta e meia nos faz rir nas lembranças. Tratava-se de um pé de maracujá enorme (para os nossos olhos) que se enrolava em outra planta e deixava seus braços pendurados, onde segurávamos um de cada lado, de mãos dadas. Como ele ficava numa vala, assim, nessa posição, corríamos de um lado a outro gritando “Bummm” e voltávamos arrastados pelos galhos, esfregando as bundas no chão e gritando “Báaaa!”. Era uma das melhores brincadeiras que tínhamos e nisto a única parte triste era quando a mãe chamava...&lt;br /&gt;Entre as nuvens de minhas lembranças, um fato triste que recordo foi o ocorrido na casa de minha avó, que era travessa e esperta. Eu tinha uns sete ou oito anos, já havia passado a páscoa e não lembro se ganhara ovos de chocolate, isso não me marcou. Cheguei à casa de minha avó, meu passeio predileto, e ela me disse que se eu lavasse sua louça ganharia uma surpresa. Empolgadíssima, perguntei-lhe se era um ovo de páscoa, pois tinha visto na cidade mais próxima que eles continuavam expostos nas vitrines de padarias. Ela confirmou, sorriu, era isso mesmo. Lavei sua pequena louça na maior animação e quando terminei fiquei a espera do meu prêmio, que veio enroladinho, mas era muito redondo e pequeno... ao abrir vi brilhar um pequeno limão, da produção de meu avós, em minhas mãos molhadas. Vovó riu muito e me garantiu que depois me daria um de verdade. Não sei se isso chegou a acontecer, apenas essa parte ficou marcada em minha memória, tão forte quanto o amor que eu sentia por meus avós. E quando me lembro deles, sinto cheiro de milho assado na brasa, raspa de coco, batata doce, inhame e aipim, cozidos para o lanche com leite e café.&lt;br /&gt;“Eita vida besta, meu Deus!” &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Valdira S. Rosa&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-6247242404346559581?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/6247242404346559581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=6247242404346559581' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6247242404346559581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6247242404346559581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/04/saudades-mais-um-feriado-de-pascoa.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-8867217333475169499</id><published>2009-02-15T08:51:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T09:11:03.352-08:00</updated><title type='text'>Haikai</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhLLGJ5I6I/AAAAAAAABjw/8tpIAAc_N20/s1600-h/DSC06554.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhLLGJ5I6I/AAAAAAAABjw/8tpIAAc_N20/s200/DSC06554.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303071215231509410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Ondas, sondas, puras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Balançam, torcem e pulam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Vejo tua alma branca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Rosas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sorrisos, murmúrios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;No jardim, brincam vocês&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Pétalas de amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhMYndKQuI/AAAAAAAABj4/E819JOOHYiY/s1600-h/DSC06632.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 184px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhMYndKQuI/AAAAAAAABj4/E819JOOHYiY/s200/DSC06632.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303072547020620514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-8867217333475169499?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/8867217333475169499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=8867217333475169499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8867217333475169499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8867217333475169499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/02/haikai.html' title='Haikai'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhLLGJ5I6I/AAAAAAAABjw/8tpIAAc_N20/s72-c/DSC06554.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-4730024634173805099</id><published>2009-02-15T08:00:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T08:48:40.491-08:00</updated><title type='text'>O Anjo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhD0mm2xMI/AAAAAAAABjo/DE8fsqfRSbI/s1600-h/DSC02976.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Senti um arrepio tomar-me o corpo inteiro. Não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; de medo, mas de prazer. Sabe aquele prazer suave e cheiroso? Desses que sentimos ao tocar um bebê... Mas não parecia um bebê. Era um anjo. Ah, mas não o anjo torto do Drummond. Um anjo na sua essência, claro de luz, olhos castanhos claros e brilhantes (ou eram estrelas?) nos lábios um sorriso maroto, onde se vêem as pontinhas dos dentes brancos e pequenos. Desceu sobre minha existência e aqui ficou por longo tempo, o suficiente para transformar minha vida em paixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No início eu achava estranho ter aquele ser por perto... mas logo me habituei. Ele, por sua vez, mal percebia minha presença, tão encantado estava com o cotidiano. Diversas vezes o peguei rindo da chave na fechadura ou do som da mordida na maçã. Era um riso frouxo e suave, desses que a gente finge não ver. Quando saíamos à rua, era festa na certa! Caminhos que eu já havia esquecido, passei a redescobri-los por sua causa. Flores nunca vistas voltaram a brilhar em meu caminho...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Certa vez fui à praia. Sentei-me num quiosque e fiquei aguardando o sol se pôr (sempre gostei de fazer isso)... Pela primeira vez o vi sério e triste. Então, convidei-o a admirar o sol derretendo-se no mar. Ele olhou-me como se ouvisse algo óbvio e sorriu. Apontou distraidamente para a areia fina. Percebi que eu não mais direcionava minha vida. Caminhamos lado a lado na areia da praia, como de encontro ao sol. Ele voltou a sorrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu anjo tornava-se mais radiante e eu mais passional. Descobri-me, certo dia, admirando as cores de um besouro sem graça. As outras pessoas achavam-me estranha, mas bela. Sempre comentavam meu sorriso maroto e o olhar distante. Nunca lhes falei sobre o anjo. Não sei se compreenderiam... talvez. Achei melhor guardá-lo apenas comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passei a não somente ouvir música, mas também a sentir seu gosto, com verdadeiro sabor. Nesses momentos, ele apenas deitava sua cabecinha em meu ombro e eu o sentia estremecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Numa dessas longas vivências de prazer, apareceu-me um sentimento novo: o medo. Inicialmente, era leve e não o sentia tanto. Então passei a senti-lo sempre que o anjo adormecia ou quando vagava por aí por mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nossa! Tão cedo este medo tornou-se pesado e grotesco. Assustava-me a todo instante. O prazer agora dividia espaço com um obscuro e violento pavor. Continuei a observar as flores, mas via nelas a sua própria ausência, e chorava ao ver alguma murchar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Instantaneamente me pus a chorar copiosamente por qualquer motivo, que antes era fruto de prazer. Vi os olhos do anjo entristecerem numa pergunta que nunca chegou a fazer. E os meus transbordavam em lágrimas amargas e angustiantes. Até que numa manhã úmida de verão acordei sem a sua presença, desapareceu deixando apenas o gosto doce da saudade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Valdira S. Rosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-4730024634173805099?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/4730024634173805099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=4730024634173805099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4730024634173805099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4730024634173805099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/02/o-anjo.html' title='O Anjo'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SZhD0mm2xMI/AAAAAAAABjo/DE8fsqfRSbI/s72-c/DSC02976.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-6154992989106241205</id><published>2009-02-02T15:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-02T15:56:33.860-08:00</updated><title type='text'>Chama Fugaz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SYeHyv75uuI/AAAAAAAABjY/eC9ln8QVlug/s1600-h/DSC03687.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298352792555600610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SYeHyv75uuI/AAAAAAAABjY/eC9ln8QVlug/s200/DSC03687.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vem, vem agora, chama fugaz!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pode vir, estraçalha-me o poço da alma...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E vá, some, enfie-se noutro ser!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah! Mas quando for, não deixe apenas cinzas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixe também o tudo na memória,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o nada em meu corpo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Valdira S. Rosa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-6154992989106241205?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/6154992989106241205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=6154992989106241205' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6154992989106241205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6154992989106241205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/02/chama-fugaz.html' title='Chama Fugaz'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SYeHyv75uuI/AAAAAAAABjY/eC9ln8QVlug/s72-c/DSC03687.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-5258290715005601319</id><published>2008-07-11T16:11:00.000-07:00</published><updated>2008-11-02T08:03:53.394-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SQyfjUYYISI/AAAAAAAABVI/Bz8c1XevGAg/s1600-h/DSC_7013rpb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263757493604458786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SQyfjUYYISI/AAAAAAAABVI/Bz8c1XevGAg/s200/DSC_7013rpb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto de Luciano Malanski&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quebra-cabeças&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Insistia em dormir, teimava em ficar ali, encolhida pelo frio. Mas as nuvens de pensamentos borbulhavam e insistiam em nublar o quarto escuro. Já era muito tarde, mas não adiantava discutir com as idéias que teimavam e empacavam no meio de sua cama. Virou-se, desconfortável, e abrindo os olhos devagar esperou que a escuridão se abrandasse para levantar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentiu um leve tremor pelo corpo magro quando pôs os pés no chão frio. Cambaleante, para a sala. Até a gata Greta dormia, apenas se mexendo de leve quando se sentou no sofá ao seu lado. Era linda, mas como todos os gatos, orgulhosa demais. Há algum tempo vinha pensando em ter um cão, talvez não se sentisse tão só em noites de insônia...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando amanhecia percebeu que cochilara levemente, encolhida no sofá. E a gata mudara-se para a poltrona, pobre animal. Um bom café agora seria sua salvação para suportar mais um dia frio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já a caminho de seu destino, viu o que muitos não vêem mais, um sol tímido saindo de seu esconderijo e iluminando de leve o topo dos prédios. Pensou que se estivesse longe da cidade poderia fotografá-lo para tentar imortalizar seu brilho. Sua velha câmera repousava no banco do carona, como um amigo fiel que se dá carona de vez em quando nas amarguras da vida. Desde que decidira pelo tema de sua exposição, sentia-se encantadoramente triste, e este era seu dom, viver infinitamente as idéias a que se propõe defender. Cada dia um novo rumo, novas vidas personificadas em suas próprias vidas. Já visitara a antiga estação de trem, que agora se tornara abrigo de indigentes, estivera também no asilo municipal e naquele que a deixara mais convicta do que fazia, o presídio feminino. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A cada fotografia, uma mazela humana como se arte fosse, e a cada cena uma marca das tristezas alheias se cravava na alma, daí o café, a angústia, a insônia... e o recomeço. Percebia que a cada lugar deixava um pouco de si mesma, um pouco de alegria. Os sorrisos tímidos e envergonhados quando explicava sua intenção. E finalmente o branco no preto do que podia revelar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em uma de suas visitas à favela, algumas crianças curiosas a acompanharam todo o tempo, mas uma delas chamou sua atenção pelo olhar desconfiado. E justamente esta não se deixou fotografar. Foi então que decidiu retratar seus pés e mãos, pequenos ainda, mas cansados e tristonhos. A criança achou graça, não que tivesse sorrido, mas era aquele olhar risonho que teria dado um mundo para fotografar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje seu destino era meio incerto, foi circulando até a periferia, onde já estivera e sem sucesso tentara fazer algumas fotos dos inúmeros pássaros nas gaiolas penduradas nas janelas. Sentia-se aliviada por não ser uma daquelas suas idéias que persistem e não a deixam em paz por dias, dessa vez foi apenas uma vontade sem grandes convicções.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acabou parando no depósito de lixo municipal. Ficou surpresa com a quantidade de motos, bicicletas, carroças e até alguns carros antigos, estacionados enquanto seus donos faziam a triagem diária. Ao descer do carro com sua câmera percebeu logo uma família que estava alojada num canto, com suas camas de papelão e cobertores ainda com crianças dormindo. Como era muito cedo, havia poucos urubus, no entanto a presença deles era incômoda, assim como a presença de alguns homens, que logo se percebia, lideravam e organizavam os trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não era sua intenção incomodá-los ou interromper suas atividades, mas isto sempre acabava acontecendo, procurava interferir o mínimo possível, isto garantia a espontaneidade das imagens.&lt;br /&gt;Ao final da manhã já havia feito diversas fotos e já conhecia a história de alguns catadores de lixo. A que mais a comoveu foi a de um menino de apenas 15 anos que ali estava para conseguir sustentar sua esposa da mesma idade e o filho de apenas 3 meses. Segundo ele, a criança nascera prematuramente, o que deixara algumas seqüelas respiratórias. Ele era lindo, tinha uma dessas belezas comuns que poucos conseguem enxergar, era altivo e tinha um olhar que não combinava com o rosto ainda infantil. Era com certeza uma bela composição.&lt;br /&gt;A família que se alojara no local não lhe trouxe grandes surpresas, a não ser pelo luxo da TV ligada a uma bateria, que ocupava a melhor posição no acampamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando já saía do local, um menino bem pequeno para sua idade a interceptou, mostrando uma máquina fotográfica velha que exibia orgulhosamente em seu peito. Sorriu para ela e perguntou: “Posso fazer uma sua também?” Aquilo realmente era uma obra prima. Depois de sorrir para que ele a fotografasse em sua câmera quebrada, ela o imortalizou em uma imagem na qual ele ajeitava o flash...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante dias perambulou pela cidade que não dorme, pelos hospitais insones, pelas ruas barulhentas da madrugada e pelo silêncio da solidão de quem vive nelas. Conheceu seres humanos que não mais sabiam o que significava a luz do sorriso e também encontrou outros que inexplicavelmente sorriam para a vida. Descobriu que a beleza do feio a incomodava de tal forma que tentava torná-lo lindo em suas lentes. Uma vida intensa formigava em suas mãos e olhos, vida esquecida por muitos e vivenciada todo o tempo por todos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na esperança de encontrar explicações, seus dedos ágeis registravam tudo, o que a deixava cheia de imagens como num imenso quebra-cabeças. Sabia que a maior dificuldade seria montar as pequenas peças para que alguns iluminados conseguissem captar o mundo inquietante que acabara de vivenciar. Sofria a cada montagem, a cada parede repleta... e percebia que tudo era tão diminuto diante do que vira. Por diversas vezes rasgou painéis inteiros, numa raiva incontida de decepção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia tudo se encaixou, seus sentimentos já estavam adormecidos e sua razão retornava aos poucos. Definitivamente não era o que vivenciara, mas era uma metáfora daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia da exposição, no espaço cultural municipal, recebeu uma visita encantadora. O menino da máquina quebrada entrou bem devagar, de cabeça baixa, percebia-se o medo de ser expulso dali. Mas ele foi em sua direção tão certo que até achou que seus pés não tocavam o chão. Já a sua frente, levantou os olhos sorridentes que só as crianças têm e estendeu a mão com um papel, parecia um envelope. Da mesma forma como entrou, saiu, sem que muitos o percebessem. Ainda ficou um tempo olhando a ausência dele, distraidamente. Então finalmente viu o envelope, estava sujo e amassado. Abriu delicadamente, como se fosse uma jóia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E lá estava ela, com sua câmera preta sobre a camiseta branca, registradas numa foto, no meio do depósito de lixo, apenas os restos da civilização ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdira S. Rosa&lt;br /&gt;10/07/2008 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-5258290715005601319?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/5258290715005601319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=5258290715005601319' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/5258290715005601319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/5258290715005601319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2008/07/quebra-cabeas-insistia-em-dormir.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SQyfjUYYISI/AAAAAAAABVI/Bz8c1XevGAg/s72-c/DSC_7013rpb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-4530013414436624144</id><published>2007-10-15T09:53:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:45:37.673-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RxObTUlz4iI/AAAAAAAAAFg/FKQENVYUd48/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121607957497504290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RxObTUlz4iI/AAAAAAAAAFg/FKQENVYUd48/s320/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto de Ana Rafaela D'Amico&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;DESTINO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;          Aquela pequenina espécie humana brincava no quintal já há algum tempo, sob a sombra de um belo cajueiro que insistira em sobreviver naquela rua tão seca. Mas havia uma barreira entre eles. Um muro, de tijolos, cimento, tinta, cerca elétrica... Do lado de dentro, a criança construía um pequeno castelo de areia no quintal extremamente “limpo” de folhas, flores, frutos, sem imaginar que ali antes vivera uma família inteira de palmeiras. Do lado de fora do muro, a árvore brincava com o vento que de leve soprava seus galhos cheios de flores, no chão sua doce sujeira: flores, folhas, frutos.&lt;br /&gt;          Na cabeça do menino sobrevivia um sonho, um desejo secreto aos seus pais. No cajueiro sobrevivia a última espécie da rua. A criança ainda não fala perfeitamente, a árvore não foi dotada de tal qualidade. Mas ambos se comunicam, seja pela sombra de um ou pela alegria do outro.&lt;br /&gt;          A Tarde, quando o sol finalmente abandona seu turno, menino se recolhe e cajueiro se aquieta. O vento não tem mais o mesmo sabor.&lt;br /&gt;          E todos os dias era a mesma cena, como um casamento feliz sem saber.&lt;br /&gt;          Com o decorrer dos dias, dos meses, a sombra se deslocava, e o menino se mudava do castelo para um parque de diversões que construíra com gravetos de seu amigo. Nunca teve a intenção de brincar em outro canto da casa, também nunca teve amigo tão fiel.&lt;br /&gt;          Quando chovia, se a mãe não estava, brincava de cachoeira, cascata e barquinho. Mas o melhor da festa mesmo era sentir aqueles pingos grossos que eram filtrados por seu enorme companheiro. O cajueiro, nessas ocasiões, parecia mais feliz, poderia até se dizer que sorria, um sorriso discreto e verdadeiro.&lt;br /&gt;          Mas o tempo não parou para aqueles dois amigos, passava lento, sem ser sentido, mas implacável o suficiente para construir raízes, cicatrizes.&lt;br /&gt;          O menino, que já não era mais tão novo, que não mais via o crescimento diário de um fruto, tornou-se um homem, e como tal foi enviado para outra cidade. Era necessário estudar, formar-se. Seus pequenos sonhos transformaram-se em grandes desilusões. Suas mãos não sentiam mais a terra escorrer entre os dedos com a água das chuvas. E seus pés há muito tempo não sabiam o que era pular amarelinha à sombra de um cajueiro.&lt;br /&gt;          Entre um namorico e uma desilusão amorosa, resolveu voltar a sua casa, rever os amigos. Custou a identificar seu lar, pois este não mais havia. No lugar, uma enorme mansão, pintada com cores da moda, tom sobre tom. Na terra que tantas vezes brincara havia agora uma varanda triste, envidraçada. E no lugar do seu velho companheiro da infância morava uma calçada fria, desenhada por um arquiteto que se dizia importante.&lt;br /&gt;          Já ia virar-se, não era ali que vivera... quando seu pai o chamou, feliz, mostrado toda a reforma cara. Ele olhou o sorriso do pai, até forçou um sorriso, seus olhos embaçados não queriam mais ver.&lt;br /&gt;          Sua visita foi rápida, assim que pôde, retornou aos seus livros. E quando todos achavam que finalmente ele voltaria para sua cidade, (deveria ser um grande Doutor em alguma coisa!) embrenhou-se numa Floresta Nativa, bem distante de sua região, uma floresta que assim como ele, brigava contra o destino que lhe teimavam impor.&lt;br /&gt;          Ninguém entendeu... tão bonito rapaz formar-se para viver isolado no mato...&lt;br /&gt;          E ele, na primeira chuva, correu para perto de uma enorme árvore e sentiu os pingos grossos deslizarem por seu rosto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Valdira da Silva Rosa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-4530013414436624144?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/4530013414436624144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=4530013414436624144' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4530013414436624144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4530013414436624144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/10/foto-de-ana-rafaela-damico-destino.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RxObTUlz4iI/AAAAAAAAAFg/FKQENVYUd48/s72-c/3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-639961376276224727</id><published>2007-10-09T07:18:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:45:37.775-08:00</updated><title type='text'>ESCURIDÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RwuRo0lz4NI/AAAAAAAAAC0/OCH8hO_Xkyo/s1600-h/Rio+Machado+-+Tabajara+IV.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119345531934728402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RwuRo0lz4NI/AAAAAAAAAC0/OCH8hO_Xkyo/s320/Rio+Machado+-+Tabajara+IV.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cálida, esgota-se num instante&lt;br /&gt;Tímida, adentra em meus sentidos&lt;br /&gt;Estremeço e vislumbro a escuridão&lt;br /&gt;Sinto o leve borbulhar de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mágica, entorpecente da pele&lt;br /&gt;Bêbeda, confunde meus desejos&lt;br /&gt;Rodopio sobre a turbulência do olhar&lt;br /&gt;Inspiro sua doce embriaguez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estratégica, envolve meus olhos&lt;br /&gt;Bélica, fecha todas as minhas saídas&lt;br /&gt;Vislumbro a lua embaçada&lt;br /&gt;Caio em seus braços, rendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Única, apaixona-se pelo vento&lt;br /&gt;Prática, abandona-me repentinamente&lt;br /&gt;Louco, giro em minhas vontades&lt;br /&gt;Adormeço no abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdira S. Rosa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-639961376276224727?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/639961376276224727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=639961376276224727' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/639961376276224727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/639961376276224727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/10/escurido.html' title='ESCURIDÃO'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RwuRo0lz4NI/AAAAAAAAAC0/OCH8hO_Xkyo/s72-c/Rio+Machado+-+Tabajara+IV.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-2838671457013251915</id><published>2007-09-17T04:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T04:27:12.676-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O primeiro Pequeno Príncipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu as primeiras gotas de chuva sobre sua face ao olhar o céu já escuro. Não sentia mais as pernas, de tamanho cansaço. A blusa embaixo do jaleco estava suada e grudada ao corpo. Sujeira não a incomodava mais, já virara habitual. Deixou sua velha companheira encostada ao poste e sentou-se no meio-fio. Enxugou o rosto numa pequena toalha que trazia no bolso da calça. Odiava aquela cor, mas era necessária, os carros precisavam avistá-la, apesar de ninguém conseguir vê-la, o que era normal, ninguém os via.&lt;br /&gt;Certa vez ficou impressionada com uma mulher que caminhava na calçada, não saiu de seu trabalho para ver o que acontecia. Pois a mulher desviou, desceu da calçada, andou pelo acostamento, reclamou das más condições da estrada, mas não a viu. Era uma dessas madames bem emplumadas, de salto altíssimo e saia justa. O homem que a acompanhava caminhava de cabeça baixa e assim permaneceu, mesmo durante o desvio da mulher.&lt;br /&gt;No início isso a incomodava, agora não mais. Descobriu que até era bom. Quando saía à noite, se arrumava e ninguém a reconhecia como gari, e nem acreditariam que era. Quando colocava o uniforme e o boné, tornava-se invisível, portanto irreconhecível. Até mesmo o encarregado, quando se reunia ao grupo, falava sem olhar para ninguém, como se falasse ao além. Dava as ordens, fazia suas reclamações e saía, sem ao menos um cumprimento.&lt;br /&gt;Alguns moradores os cumprimentavam, mas como quem cumprimenta uma árvore ou um cão. Gratos pela limpeza diária. Mas o interessante mesmo era que as crianças aprendiam a não vê-los também, quando pequenos olhavam nos olhos, sorriam, ofereciam pirulitos e eram puxados por pais apressados, avós apavorados ou babás nervosas, então aprendiam a não vê-los. Já maiores um pouco, olhavam sorrateiramente, ainda deixavam escapar um leve sorriso, mas isso durava pouco. Quando adolescentes se tornavam até perigosos, então ela preferia ficar bem distante mesmo. Era a presença constante do fruto de toda a indiferença social.&lt;br /&gt;O que curtia mesmo em seu trabalho era descobrir lixos diferentes em ruas diferentes, casas diferentes. No centro da cidade, na época em que lá trabalhava, com a presença dos bares noturnos, encontrava muitos maços de cigarros, alguns até com alguns cigarros que seus amigos disputavam. Muitas latas e garrafas perdidas. O pior eram as guimbas de cigarros, tinham um mau cheiro imenso. Na região em que estava agora, uma área de classe alta, o lixo era menos volumoso, até porque antes de seu grupo passar, vinham os garimpeiros do lixo, que às vezes ajudavam e outras vezes atrapalhavam. Já os vira pegar de tudo nos restos dos outros, principalmente comida, roupas e brinquedos. Já encontrara cartas de amor espalhadas por eles, que riram da desgraça amorosa dos outros enquanto provavam um uísque vencido e charutos úmidos. Não se sentia melhor que eles, mas não desfrutava do mesmo prazer, não conseguia revirar os estilhaços da vida de outras pessoas, não que tivesse nojo, isso não ocorria mais, era para ela como uma invasão domiciliar.&lt;br /&gt;Já ouvira alguns colegas de trabalho falando de ter encontrado bebês em sacos, caixas, panos, mas nunca encontrara nem presenciara tal encontro. Achava que isso ocorria com alguns escolhidos. Deveria ser presente de Deus. O máximo que encontrara foi uma ninhada de gatos, lindos, que distribuíra entre as crianças de sua vizinhança e foi chamada de maluca pelos outros. Mas foi uma festa só na sua rua, e em seu coração.&lt;br /&gt;Esticou as pernas e sentiu que a chuva aumentara, viu seus companheiros ao longe, caminhando pesadamente com suas vassouras e pás. Levantou-se e foi devagar, não tinha a intenção de acompanhá-los. Sonho mesmo era continuar seus estudos... Retirou debaixo do braço um livro que encontrara perdido, era tão bonito, apesar de sujo. Alisou-o e apertou contra o peito, escondendo um pouco da chuva. Era um volume comemorativo de “O Pequeno Príncipe”, já havia lido um trecho, mas deixara para terminar a leitura em casa, era um prazer que merecia um lugar melhor e toda a sua atenção... Não sabia explicar porque, mas gostou do desenho daquele menino estranho e infinitamente surreal. Foi caminhando embriagada pela alegria... Não viu o carro, o carro não a viu. Seu corpo tornou-se parte de seu trabalho, com a diferença da doçura de seus sonhos. O vento soprava uma poeira fina sobre todas as coisas da rua.(Valdira da Silva Rosa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-2838671457013251915?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/2838671457013251915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=2838671457013251915' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2838671457013251915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/2838671457013251915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/09/o-primeiro-pequeno-prncipe-sentiu-as.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-389234822682005082</id><published>2007-09-08T12:31:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:45:37.897-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RuL5bSZujeI/AAAAAAAAABU/j5DyE_QOPZY/s1600-h/fim+da+jornada+II.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107919174583094754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RuL5bSZujeI/AAAAAAAAABU/j5DyE_QOPZY/s320/fim+da+jornada+II.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Libelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De que mais precisa um homem senão de um pedaço de mar – e um barco [com o nome da amiga, e uma linha e um anzol pra pescar ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E enquanto pescando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem [senão de suas mãos, uma pro caniço, outra pro queixo, que é para ele poder se perder no infinito, e uma garrafa de cachaça pra puxar tristeza, e um pouco de pensamento pra pensar até se perder no infinito...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De que mais precisa um homem senão de um pedaço de terra -- um pedaço [bem verde de terra -- e uma casa, não grande, branquinha, com uma horta e um modesto pomar; e um jardim – que um jardim é importante – carregado de [flor de cheirar ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E enquanto morando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem [senão de suas mãos para mexer a terra e arranhar uns acordes de violão quando a noite se faz de luar, e uma garrafa de uísque pra puxar mistério, que casa sem mistério não valor morar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De que mais precisa um homem senão de um amigo pra ele gostar, um [amigo bem seco, bem simples, desses que nem precisa falar -- basta olhar -- um desses que desmereça um pouco da amizade, de um amigo pra paz e pra [briga, um amigo de paz e de bar ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E enquanto passando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem [senão de suas mãos para apertar as mãos do amigo depois das ausências, e pra bater nas costas do amigo, e pra discutir com o amigo e pra servir bebida à vontade ao amigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De que mais precisa um homem senão de uma mulher pra ele amar, uma [mulher com dois seios e um ventre, e uma certa expressão singular ? E enquanto pensando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de [um carinho de mulher quando a tristeza o derruba, ou o destino o carrega em sua onda sem rumo ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, de que mais precisa um homem senão de suas mãos e da mulher -- as únicas coisas livres que lhe restam para lutar pelo mar, pela terra, pelo amigo ..."&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(Vinícius de Moraes)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-389234822682005082?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/389234822682005082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=389234822682005082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/389234822682005082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/389234822682005082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/09/libelo-de-que-mais-precisa-um-homem.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RuL5bSZujeI/AAAAAAAAABU/j5DyE_QOPZY/s72-c/fim+da+jornada+II.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-9193505122871733140</id><published>2007-09-07T17:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:45:38.033-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RuHxeyZujcI/AAAAAAAAABE/OB8O0NoN7J8/s1600-h/DSC01688.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107628963642904002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RuHxeyZujcI/AAAAAAAAABE/OB8O0NoN7J8/s320/DSC01688.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Luana, minha Lua. Tão crescida, tão linda. Quando bebê, chorava atenção, iluminava o dia... quando menina, doce criança, audaz, um leãozinho se descobrindo. Agora, uma jovem menina, ainda se descobrindo e encantando. A cada dia novas descobertas, sofrimentos e alegrias... é, filha, a vida é assim: sonhos, felicidades e desilusões, lua cheia e lua minguante. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-9193505122871733140?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/9193505122871733140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=9193505122871733140' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/9193505122871733140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/9193505122871733140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/09/luana-minha-lua.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RuHxeyZujcI/AAAAAAAAABE/OB8O0NoN7J8/s72-c/DSC01688.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-6970503419815677360</id><published>2007-08-30T17:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:45:38.218-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtdlryZujbI/AAAAAAAAAA8/g4XLxYFxruo/s1600-h/barreira+III.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104660505586208178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtdlryZujbI/AAAAAAAAAA8/g4XLxYFxruo/s320/barreira+III.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;        Olhando assim, é uma bela madeira, só. Mas já foi uma árvore, e não uma árvore qualquer, uma árvore da floresta amazônica. Assim, desta forma, centenas de outras ex-árvores estão partindo, em seu lugar apenas o vazio, o nada, o poder, o gado, o dinheiro... São inúmeros "jericos" (como chamam aqueles caminhões velhos que só prestam para transportar madeira roubada) trabalhando a noite inteira, vendendo à noite o que durante o dia a madeireira transforma em "riqueza". São diversas famílias pobres que vivem na clandestinidade, que dependem desse comércio, que se sujeitam a vender nossa floresta para conseguir sustentar a família. Alguns afirmam que não têm mais nada a perder... Isto me faz lembrar de um texto... "os cavalinhos correndo e nós cavalões comendo", neste caso os cavalões lucrando, que ostentam seus carros do ano, suas mansões e suas eleições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        Enquanto isso, sonhamos em garantir um mundo melhor para nossos filhos, netos, ou seja, para a geração futura. Mas infelizmente, é um trabalho ainda muito pequeno diante do avanço da destruição. Gasta-se milhões em falácias, congressos, encontros, conferências... e mais é gastado para garantir o lucro fácil e permitir que tudo continue como está.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Parece uma visão pessimista, mas não é, ela é real, é do dia-a-dia, é a visão dos sonhos se desmanchando...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-6970503419815677360?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/6970503419815677360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=6970503419815677360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6970503419815677360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/6970503419815677360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/08/olhando-assim-uma-bela-madeira-s.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtdlryZujbI/AAAAAAAAAA8/g4XLxYFxruo/s72-c/barreira+III.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-4021609221403078482</id><published>2007-08-26T19:26:00.000-07:00</published><updated>2009-01-22T07:55:09.457-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtI29CZujYI/AAAAAAAAAAk/EqqbSxHaMwc/s1600-h/Tabajara_Valdira+Rosa+(2).JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103201750008892802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtI29CZujYI/AAAAAAAAAAk/EqqbSxHaMwc/s320/Tabajara_Valdira+Rosa+(2).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Este papagaio é um dos moradores de Tabajara, distrito de Machadinho d'Oeste-RO. Sua história é bem interessante... numa das inúmeras queimadas da região, ele era filhote e quase morreu queimado. Uma senhora do lugar o socorreu, cuidou de suas asas queimadas. Ele cresceu na casa desta senhora, solto no telhado de palha de sua casa, bonito e faceiro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Nesta foto que eu mesma fiz ele posou junto ao sol inebriante do Norte.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-4021609221403078482?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/4021609221403078482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=4021609221403078482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4021609221403078482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/4021609221403078482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/08/este-papagaio-um-dos-moradores-de.html' title=''/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtI29CZujYI/AAAAAAAAAAk/EqqbSxHaMwc/s72-c/Tabajara_Valdira+Rosa+(2).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-8780517663222573461</id><published>2007-08-26T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-01-22T07:54:07.912-08:00</updated><title type='text'>Operação Campos Amazônicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtIeRSZujXI/AAAAAAAAAAc/-XhrdE94C74/s1600-h/rio+madeira+-+humait%C3%A1+V.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103174610110549362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtIeRSZujXI/AAAAAAAAAAc/-XhrdE94C74/s320/rio+madeira+-+humait%C3%A1+V.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Recentemente participei de um trabalho muito enriquecedor, junto aos meus colegas da Unidade de Conservação PARNA Campos Amazônicos. Fizemos um circuito para reconhecimento de parte da área de entorno do Parque. Depois de 5 dias, várias pontes se quebrando, usar balsas para travessias, passar por pedágios em terras indígenas, chegamos a Humaitá no fim da tarde e fomos presenteados com este pôr-de-sol divino no Rio Madeira.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Mais tarde colocarei outras imagens.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-8780517663222573461?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/8780517663222573461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=8780517663222573461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8780517663222573461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/8780517663222573461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/08/operao-campos-amaznicos.html' title='Operação Campos Amazônicos'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/RtIeRSZujXI/AAAAAAAAAAc/-XhrdE94C74/s72-c/rio+madeira+-+humait%C3%A1+V.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-7138492703064772731</id><published>2007-08-26T07:59:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T08:04:59.426-07:00</updated><title type='text'>Um dia de domingo</title><content type='html'>Quer coisa mais maravilhosa do que passar o domingo no ócio da família? Curtir o gritinho da criança que brinca, as risadas dos filhos adolescentes com os amigos, o canto das pequeninas aves na mangueira...&lt;br /&gt;O calor é intenso, mas também há o amor compartilhado aqui. Há uma cumplicidade cálida entre todos. Não precisa dizer o que se sente, todos sentem.&lt;br /&gt;Com certeza há saudades. De amigos, de avós, de tempos felizes que já se foram. Mas também há esperanças de muitos outros tempos felizes por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criei este blog para um leve bate papo com os amigos e também para compartilhar textos meus e de outros felizardos por escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-7138492703064772731?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/7138492703064772731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=7138492703064772731' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/7138492703064772731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/7138492703064772731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2007/08/um-dia-de-domingo.html' title='Um dia de domingo'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2307773835593346543.post-5734992922717049315</id><published>2007-03-22T07:55:00.000-07:00</published><updated>2009-02-15T07:29:11.824-08:00</updated><title type='text'>MADRUGADA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SXiYevKi-OI/AAAAAAAABi4/dnRQB02U_9g/s1600-h/DSC03688.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294149015798216930" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 200px; height: 150px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SXiYevKi-OI/AAAAAAAABi4/dnRQB02U_9g/s200/DSC03688.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um mundo de pensamentos lhe invadia a alma, porém o mais forte deles era que a vida sempre fora muito boa e ela nunca soubera perceber isto. Resultado: só descobria sua felicidade depois que esta se fora e ficava apenas o gosto da saudade. Quando criança sentia isso em relação aos dias ou às horas, afinal a infância é feita de momentos, agora é mais trágico porque se trata de um tempo bem mais longo, como anos.&lt;br /&gt;Deixou que o vento frio lhe batesse na face molhada de lágrimas e sentiu que não tinha mais vontade de chorar, o que era uma perda enorme, o que fazer quando as emoções não transbordam mais? Talvez seja o momento de mudar de atitude, comportamento que nem sempre é simples.&lt;br /&gt;Agora a madrugada já estrangulava a noite, o céu cobria-se daquele violeta indefinido que só os boêmios descrevem bem. Sentou-se no banco da pracinha e esperou que os primeiros madrugadores surgissem, só então caminhou rumo à padaria local.&lt;br /&gt;Quando entrou em casa, o cheiro do cigarro invadiu suas narinas, ardendo. O gato logo veio cumprimentá-la com aquele jeito de quem quer colo. Como queria um colo também... Depois de tomar seu café preto, fortíssimo, tentou ler o jornal, era impossível. Muitas informações inúteis, enquanto sua mente tinha tantas informações conturbadas. Nunca pensara que a vida faria isto com ela, tão só e ao mesmo tempo tão acompanhada de sentimentos melancólicos. E por mais que buscasse seus velhos amigos, continuava a sentir-se da mesma forma. Aliás, já se cansara de sair com o mesmo grupo de pessoas de sempre, acabava bebendo além da conta, sem querer, apenas por costume, ouvia as mesmas histórias, as mesmas piadas, observava os mesmos gestos, as iguais angústias. Há muito desistira de compreender determinadas pessoas, afinal o que elas apreciavam era exatamente sofrer os mesmos dilemas e reclamá-los aos amigos, jamais resolvê-los.&lt;br /&gt;Agora, este sentimento de solidão era até agradável, uma doce amargura. Abriu a janela da sala e deixou que o vento quente marítimo lambesse seu rosto, uma delícia. Debruçou-se e ficou observando o número de banhistas aumentar gradativamente. Alguns vinham sós, outros em grupo, casais, cães com seus orgulhosos donos.&lt;br /&gt;À noite, depois de passar o dia na doce nostalgia de não fazer nada, arrumou-se cuidadosamente e rumou ao seu encontro. Sentia que seria definitivo, único e último. Então escolheu seu mais singelo vestido, era azul.&lt;br /&gt;Enquanto dirigia pela cidade, observava a vida noturna borbulhante e aparentemente feliz, havia de tudo, desde as pequenas crianças abandonadas até as prostitutas mais luxuosas. Sentia-se meio assim também, uma prostituta do destino, da vida. Buscava sobreviver com prazer, o que nem sempre era possível.&lt;br /&gt;Avistou o grande bar iluminado, estacionou rapidamente na sua vaga de sempre. Os mesmos olhares de sempre a acompanharam até chegar ao pequeno camarim. Não estava muito disposta a maquiar-se, mas era preciso, necessitava esconder o que a face teimava em revelar. Cuidadosamente fez uma maquiagem disfarce eficiente. Trocou seu vestido por outro, vermelho, bem decotado e longo. Acendeu um cigarro, era necessário. Logo vieram chamá-la.&lt;br /&gt;Sentiu que seria uma noite muito diferente. Ao entrar no pequeno palco vislumbrou vários rostos conhecidos, alguns que sempre afogavam suas mágoas todas as noites ali, ouvindo-a cantar suas tristezas e mazelas de amor. Começou com Chico em “gota d’água” e terminou com “Eu te amo”. Cantou ainda algumas de Zélia Duncam, Adriana Calcanhoto e Ana Carolina.&lt;br /&gt;No primeiro intervalo sentou-se na mesa minúscula de sempre, vieram alguns noturnos pedir uma música e outra, anotou-as sem muita atenção. Pediu uma água sem gelo. Não sabia quanto tempo ficaria ali, mas a impressão que tinha era que seria uma eternidade, não tinha inspiração para voltar ao palco, não agora. Mas o dever a empurrava pra frente.&lt;br /&gt;Sentiu que mãos grandes e conhecidas a tocavam no ombro. Não precisou falar nada para que ele percebesse sua aflição e desânimo. Aliás, nunca precisara dizer qualquer palavra para que ele soubesse o que se passava. Esperou que ele sentasse para beber sua água, era uma forma de ocupar o corpo.&lt;br /&gt;- Como está?&lt;br /&gt;- Como deveria? Feliz, imensamente feliz... – não conseguia deixar de ser dramática, era sua fraqueza.&lt;br /&gt;- Sinto muito, mas é que...&lt;br /&gt;- Não precisa dizer nada, como sabe bem disso. Preciso voltar ao palco.&lt;br /&gt;- Só mais um instante. Eu não ficarei até o final.&lt;br /&gt;- Tudo bem. Mas o que você quer?&lt;br /&gt;- Nada, simplesmente ficar perto, sentir suas mãos.&lt;br /&gt;Ficaram em silêncio, o que era pior.&lt;br /&gt;- Eu sei que não posso pedir nada, mas gostaria muito de vê-la às vezes.&lt;br /&gt;Sentiu um amargo descer a garganta, pensou que fosse chorar, mas não. Lembrou-se da noite anterior, de sua surpresa e da atrocidade do destino. Sabia que ninguém precisava dizer que aquele romance não duraria, desde o dia em que começou esperava seu fim, nem mistérios. Mas imaginar que isso ocorresse contra a vontade dos dois era uma dose excessiva de romantismo barato.&lt;br /&gt;- Eu não quero vê-lo mais, então não venha mais aqui. Deixe o tempo correr, quem sabe um dia... Não seria justo conosco.&lt;br /&gt;- Mas eu não quero!&lt;br /&gt;- Você é jovem demais para compreender determinadas coisas.&lt;br /&gt;-Não gosto quando fala assim. Sabe muito bem o quanto admiro você.&lt;br /&gt;- Isso não diminui minha idade, nem tampouco aumenta a sua, o que é o melhor. Adoro este seu jeito infantil de encarar a vida.&lt;br /&gt;Infantil demais para a realidade agora, pensou sorrindo. Na verdade, era o maior bem que possuía, poder olhar as coisas de cima de seu passado.&lt;br /&gt;- Eu não queria ter um filho agora... mas não decido isso, não tenho este poder, infelizmente.&lt;br /&gt;-Já teve este poder e deixou que escapasse entre os dedos. Sempre temos outra opção. Não se engane. E você não precisa também se culpar por nada. Tinha que ser assim.&lt;br /&gt;O burburinho no bar indicou que precisava subir. Saiu mais decidida e menos triste. O segundo bloco foi mais animado, como o público gostava. Logo a pista de dança estava lotada e sentiu a música levá-la, não era mais a dona da música, mas o oposto. Ele continuava lá, sentado, com seu olhar perdido no nada, admirando-a. Sabia que estava apaixonado e isso a envaidecia, mas era assustador. Sabia o que os outros pensavam, mesmo em dias tão modernos, mas nunca pensou nisso. Sua separação era inevitável por questões que fugiam ao seu controle, não queria mexer em pensamentos que já consolidara.&lt;br /&gt;Ele saiu no meio de uma bossa, A Felicidade. Viu seu corpo bonito cruzar todo o bar e sumir. Quando saiu, pela madrugada, caía uma chuva fina que não a incomodou. Sentiu-se mais leve. Foi caminhando até a praia e ficou até o sol tentar nascer, por trás das nuvens vacilantes. Com a luminosidade do dia voltou à vida real.&lt;br /&gt;Ao entrar na padaria costumeira, pegou displicente o jornal e não sentiu mais nada ao ver a notícia esperada e tão íntima: “jovem grávida tenta suicídio na universidade”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Valdira da Silva Rosa&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2307773835593346543-5734992922717049315?l=valdirarosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valdirarosa.blogspot.com/feeds/5734992922717049315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2307773835593346543&amp;postID=5734992922717049315' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/5734992922717049315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2307773835593346543/posts/default/5734992922717049315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valdirarosa.blogspot.com/2009/01/madrugada.html' title='MADRUGADA'/><author><name>Valdira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05872680419499945644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xp7_18aAiQ8/SXiYevKi-OI/AAAAAAAABi4/dnRQB02U_9g/s72-c/DSC03688.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
